Modos de lidar com problemas e desafios

Carlos Lima

Cada vez fica mais óbvio que o processo de crescimento é um desafio. Aprender dá trabalho, expertise exige esforço, sair da zona de conforto demanda decisão. Pois bem, a vida está aí, estirada à sua frente, e o modo como você vai escolher lidar com ela, depende unicamente de você. A seguir descreveremos seis modos para lidar com desafios, aprendizados, crescimento, tomada de decisões, enfim, enfrentar situações problema. Todos eles facilmente identificáveis.

Primeiro modo: Fugir dos problemas.

É um comportamento que, assim que se percebe diante de uma situação problema, a pessoa se afasta, nega que aquilo esteja ali, sai mais cedo, chega mais tarde, tem sempre uma desculpa de outros compromissos, abandona responsabilidades e então os problemas podem se acumular. Há duas conseqüências graves nesta postura: a primeira é sobrecarregar o time, alguém assumindo a solução no lugar do “fugitivo”; a segunda ainda é pior, para a pessoa e para o grupo, com o acúmulo e a persistência em se afastar dos problemas, a pessoa cria comportamentos de risco, o mais notório é a dependência química. O sujeito se “embriaga” para não ter que pensar naquilo e passa a fazê-lo cada vez mais freqüentemente, criando um ciclo vicioso, se afastando cada vez mais das responsabilidades.

Segundo modo: Contornar os problemas.

É um comportamento “manso”. A pessoa percebe que ali ou naquele contexto, há um problema e passa meio que “de fininho” pelos lados, isto pode ocorrer fisicamente ou por argumentação. O sujeito sabe que em determinada área há algo para ser resolvido, e ele simplesmente não vai lá, freqüenta todos os setores da empresa, exceto aquele, e quando vai, tem uma queixa qualquer ao respeito de outras coisas que precisa fazer. A principal conseqüência deste comportamento é a estagnação, do sujeito e dos resultados. A pessoa coloca-se sempre ocupada demais para absorver mais alguma coisa.

Terceiro modo: Analisar o problema para encontrar os culpados.

Comportamento vasculhador, a pessoa se propõe a entender tudo sobre o problema, pergunta, investiga, descreve, narra os fatos longamente, faz gestos, caras e do que mais se ocupa é em encontrar o culpado. A primeira e às vezes insistente pergunta é ; Quem fez? Se é importante identificar responsáveis? Claro que é! Ocorre que isto somente não basta. Uma coisa é encontrar o responsável, para ajudá-lo a aprender com o erro e evoluir, outra coisa é encontrar o responsável simplesmente para ter a quem culpar. Os desdobramentos deste comportamento são altamente comprometedores, as pessoas que trabalham com quem faz isto, ficam tensas, acuadas, começam a mentir, a se esconder, e as soluções ficam retardadas, o grupo não cresce e conseqüentemente os resultados não aparecem.

Quarto modo: Brigar com os problemas.

É um comportamento nada discreto. O sujeito grita, bate na mesa, anda de um lado para o outro, algumas vezes até, se descabela. Faz todo mundo ter ciência do problema, mesmo os que não tem como intervir. Gasta-se grande quantidade de energia sem foco, apenas brigar com a situação, e ela fica lá, quietinha, à espera de uma solução. É impressionante, depois de muito brigar e gritar, vem a calmaria, algumas vezes a solução e um cansaço do time, como se todos tivessem sido “atropelados”, ninguém consegue produzir adequadamente e os resultados caem assustadoramente.

Quinto modo: Sofrer com os problemas.

Honestamente, ninguém merece conviver com reclamações de sofrimento diante de problemas. As pessoas quando adotam este comportamento, têm um único assunto: o problema. Reclamam, chegam a chorar, demonstram irritação, dizem que não tem jeito, contam a mesma história várias vezes, para várias pessoas, ficam cabisbaixas, depressivas, qualquer outro problema é menor que o delas, contaminam a equipe, angariam pena de alguns, desprezo de outros, irritação e morosidade de todos. O comprometimento dos resultados é impressionante, principalmente quando o que sofre com os problemas o faz freqüentemente. As pessoas do time tendem a se afastar, dificilmente procuram o sofredor para novos desafios.

Sexto modo: Assumir os problemas.

Este sim, nos impulsiona. A pessoa quando fala dos problemas o faz com naturalidade e a consciência que algo pode ser feito. De forma discreta parte para a solução, quando precisa de ajuda convoca as pessoas sem alardes, entende o desafio como oportunidade de crescimento. Somente comenta as questões com quem pode ajudar de alguma forma, ou quando o faz com outros é para explicitar uma experiência que viveu , que solucionou e a forma como foi feito. Seu foco é gerar aprendizados, fazer trocas e gerar crescimento e resultados.

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