Assim que voc confiar em si mesmo, voc saber como viver. Goethe
ARTIGO
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Postada em 03/08/2016 às 14:01:55
Jornada ao infinito

Márcia Carneiro

Foi com a intenção de ter acesso ao bem-estar manifestado pelos praticantes, que me enveredei, há aproximadamente oito anos, pelos caminhos do Yoga. A princípio, não tinha muita noção sobre onde poderia chegar, seguindo essa jornada e imaginava tratar-se apenas de “um tipo de ginástica indiana.”
Qual não foi minha surpresa ao perceber em apenas poucas semanas de prática que aqueles torcicolos terríveis, que precisavam ser combatidos com remédio, haviam desaparecido, como num passe de mágica. Só esse alívio já estava de bom tamanho, mas com a continuidade fui percebendo outras mudanças, ainda mais sensacionais. Revolucionárias, eu diria.
Conseguindo fazer posturas nunca imaginadas, como sirsasana, por exemplo, descobri uma coisa simples, porém importantíssima para mim: posso ir além. Não apenas no plano corporal. É. Costumo usar os ensinamentos do Yoga também como metáforas. E com freqüência, lanço mão de links. Quando em um ásana forte a professora diz: “só mais cinco respirações, por um instante penso: há situações que nos cobram bem mais que cinco respirações para serem transpostas. Assim, aquele momento transforma-se em uma prática de preparação para possíveis adversidades. E saio dali fortalecida, inteira e confiante.
O Yoga me proporciona outras maravilhas. Entre elas, a de me sentir mais energética e saudável, porque a prática trabalha a autoestima, os chacras e os órgãos internos. Entretanto, o que mais me encanta no Yoga é a possibilidade do autoconhecimento e a percepção de mudança nos meus padrões de comportamento. Eu era reativa, agora estou mais serena e intuitiva. Por meio dos ásanas, da respiração e da meditação me aproximo do que há de mais sutil em mim mesma, conheço os meus limites e tento superá-los.
A filosofia e a prática do Yoga têm sido libertadoras. Percebo a importância do instante e a maravilha de estar viva, mesmo com todas as dores e dificuldades que isso às vezes proporciona. Tenho mais clareza no que diz respeito à minha busca e mais consciência do poder da amorosidade.
Essa jornada a que me lancei sem muita pretensão me trouxe, por outro lado, mais estranhamentos e mais dúvidas com relação a todos os conceitos. Por conta desse empenho, me sinto como a personagem Lóri, de “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres”, de Clarice Lispector: infinitamente maior que eu mesma e não me alcanço.

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